papo de amigo Julho 21, 2009
Posted by glauber goes in Uncategorized.Tags: amigos, reencontro
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Com o tempo a gente vai endurecendo e perdendo a intimidade um com o outro… antes, inseparáveis, hoje, somente formalidades… o dia-a-dia duro da realidade inventada por gente séria que vive no mundo sério cheio de responsabilidades e coisas sérias para fazer acabou fazendo isso. Ruim… sinto falta da troca, das conversas aonde só eu falava e a resposta mais silenciosa quase sempre era a mais sábia.
Senti saudades e por isso voltei a te procurar, descaradamente sem ter vergonha de admitir todo o egoísmo dessa minha atitude, voltei a te procurar com a certeza de ser recebido com o seu silencio atencioso e cheio de respostas e confortos, como sempre o fez. Sem formalidades, sem obrigações, sem responsabilidade… somente eu e você, num papo franco e sem rodeios… sem objetividade, somente conversar, pensar e refletir.
Talvez depois que terminarmos com isso, eu mais uma vez vire as costas e volte para a meu mundo de formalidades e aparências… espero que não. Mas de qualquer maneira, por mais desconfortante que sejam os motivos que me fazem retornar, é bom estar de volta.
Como Sinatra já dizia… Novembro 15, 2008
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Confesso que no começo estava um pouco receoso quanto ao dstino da minha viagem, afinal, estava indo para uma cidade tão grande, tão cinza, tão poluída e tão cheia de prédios quanto a minha São Paulo cinza, poluída e cheia de prédios. Confesso que no avião, pensava na praias australianas, nos ônibus de dois andares londrinos e em todas as belezas do velho mundo na Europa. Mas meu destino, por uma série de convenções, era a Big Apple, New York. Confesso que estava enganado.
Manhattan, com todas as sua peculiaridades, com certeza é um lugar único e extremamente interessante. Uma especie Macondo super desenvolvida, com todas as suas mitologicas e místicas histórias e detalhes que à fazem ser o que é… a imensa frota de taxis amarelos dirigidos por motoristas não menos estrangeiros do que eu, os muitos sotaques e rostos de toda parte que são ouvidos e vistos pelas ruas, os indianos que nao sabem sorrir para as fotos no Times Square, os japones que posam de bracos abertos para as fotos nas pedras do Central Park, o latinos que tornaram o espanhol a segunda língua mais ouvida por todos os cantos, os europeus que andam com suas cabeças amarelas por todos os cantos e trajando o uniforme informal de “I Coracao NY”… Antes de embarcar, me falaram que NYC tinha cheiro de dólar. Talvez por conta da minha falta de intimidade com a moeda americana não consegui sentir o tal perfume, mas com certeza a cidade é um experiêcia diferente para o olfato. Para mim, NYC mistura os mais variados cheiros… hotdogs, pretzels e bagels que são vendidos pelos carrinhos em cada esquina são os responsáveis pelo cheiro predominante. Misturado a isso há também o cheiro esquisito e quente que vem das tubulações do metrô e da famosa fumacinha que sai dos bueiros… uma mistura de cheiro de gente com cheiro de mofo…
Os nativos são uma atraçao a parte, andando em passo acelerado e enchendo as calçadas cedo da manhã, em um horário em que os turistas e suas máquinas fotograficas ainda estão dormindo. Mulheres com penteados dignos de um papel na figuração dos “Trapalhões”, nos bons tempos de Mussum e Zacarias, senhores com uma combinação estranha de terno com bonés de times baseball…os policiais com seus uniformes mundiamente famosos por conta do cinema… e metade desses personagens carregando em suas mãos um respeitável copo de café com o nome Starbucks ou Dunkin Donnuts estampando. Hábito respeitado diária e quase religiosamente.
É bom ouvir através das ruas de NYC também. As notas musicais que saem pelas bocas dos saxofones que são tocados em troca de alguns trocados, enchem o ar a qualquer hora do dia. Entre muitos blues e jazz, às vezes ouvimos também um ou outro “La cucaracha” e até mesmo a “Garota de Ipanema” que dá uma volta por lá de vez enquando, misturados a todos os sons dignos de uma grande cidade como sirenes, britadeiras, buzinas e gente… muita gente.
E no meio disso tudo está, o que na minha opinião é o que há de mais espetacular na Big Apple, que é o Central Park… uma especie de oasis no meio desse tsuname de predios, contrasta todo o seu verde com o resto da paisagem… o Central Park é onde as pessoas vem para fugir de NYC. Enorme e surprendentemente bonito, lá estão lugares como o Straberry Fields, marco construído no local aonde John Lennon foi assassinado, e aonde fãs de várias partes do mundo se reúnem para ouvir e tocar músicas dos Beatles e do proprio Lennon e botam qualquer fã dos rapazes de Liverpool para se emocionar, o Metropolitan, imenso e belissimo museu que reune peças de artes dos mais variados periodos da historia da humanidade, o Central Park Zoo que, embora pequeno, impressiona por sua estrutura e pelo seu estado de conservação e pela expressão de alegria no “rosto” dos animais, aonde é possível ver leões marinhos, pinguins, um panda veremelho e até ursos polares. Caminhando pelo parque, vê-se também os detalhes mais comuns, como crianças praticando diversas modalidades de esportes, muitos esquilos pelos gramados procurando sem parar sei lá o que com o seu jeito engracado, pessoas, muitas pessoas tomando sol nas pedras e nos gramados, mais música, mais saxofones, mais contra baixos acústicos, mais baterias, mais cantores, mais instrumentos que eu nao faço idéia de como se chamam, todos compondo ali a trilha sonora da sua caminhada…
Downtown, como é chamada a parte sul de Manhattan, tem sua orla ocupada por parques cheio de lugares para se pensar na vida. Árvores com folhas amareladas, avermelhadas e alaranjadas pelo outono, caminhos de madeira que beiram a água, barcos atracados, esquilos esquilando, gaivotas gaivotando, mulheres passeando com carrinhos de bebê e crianças jogando seus discos de um lado para o outro no gramado. Tudo isso em um final de tarde, com um pôr do sol laranja, e com um silêncio tão grande que dá até para sentir ele passando pelos ombros enquanto se caminha. Do outro lado, prédios com escadas rolantes que levam a “jardins suspensos” e fontes, prédios com enormes jardins de inverno, que também funcionam no outono, com palmeiras de verdade que parecem de mentira, que ficam olhando o mar através da vidraça. Em Downtown está aonde estava o Wolrd Trade Center e suas Torres Gemeas. Um gigantesco campo de obras cercado por tapumes, aonde os turistas se aproximam respeitosamente para tirar fotos com cara de sério, com a mesma curiosidade com que um conhecido distante da familia se aproxima do caixão para ver o falecido, em um velório.
Galerias de arte, prédios antigos e pessoas com cara de inteligente no Soho. Dragões, ideogramas, cores e barraquinhas de Yakisoba em China Town. Cantinas, pessoas falando com as mãos e mesas bem postas na Little Italy. Grafites, rappers e casas terreas no Bronx. Pequenas praias de pedra, apitos de navios e Manhattn como pano de fundo em State Island.
Em Long Island, que é aonde fiquei hospedado, tive meus momentos de Kevin Arnold ou por que não, Homer Simpson… Completamente diferente de NYC, fiquei um bairro sem prédios, com casas grandes, de madeira e pintadas de branco, com suas bandeiras americanas nas fachadas e com suas portas com maçanetas douradas, com suas garagens que servem para guardar coisas que não são usdadas ao invés de carros, com suas churrasqueiras redondas e redes quadradas no quintal dos fundos e claro, com o seu típico quintal da frente gramado… aonde no fim de semana a molecada se diverte tacando bolas de baseball, football e basquete de um lado para o outro… um bairro que de manhã não vê o amarelo dos taxis que pintam Manhattan, mas sim o amarelo dos ônibus escolares que andam aos montes todos os dias, cheios de crianças com cara de sono dentro. Em long Island, tive contato com o subúrbio e todos os costumes e tradições dos americanos comuns, desde pegar o trem diariamente para NYC até assistir à um exótico concurso de comer ostras.
Sandman Novembro 14, 2008
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E era ali, sentado no mesmo lugar é que podia-se encontra-lo. Sempre da mesma forma. Esperava sem saber ao certo o que. Como a areia da praia fica sempre ali, esperando pelo mar que vem e vai. E da mesma forma como o mar abraça a areia despejando-lhe os restos de tudo que não mais deseja, e repentinamente vai embora levando consigo não mais do que fragmentos e distorcendo-lhe toda e qualquer forma que possa ter, sua espera se cessava e recomeçava novamente.